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Mude 1 Hábito: o que é ansiedade e como tratá-la?

Em tempos de pandemia, saiba como identificar a ansiedade patológica e o que fazer nesta situação

Você sabe definir o que é ansiedade? Atualmente, quando as pessoas usam este termo, estão se referindo a algo patológico. Entretanto, existe um tipo de ansiedade que é natural a todas as pessoas. Quem nunca ficou ansioso um dia antes de uma prova ou entrevista de emprego?

Então, como diferenciar este tipo de ansiedade comum, ligada a expectativas, organização e planejamento, de um problema de saúde mental?
Segundo o médico psiquiatra Gustavo Sehnem, a ansiedade patológica é aquela que traz prejuízos para o indivíduo.

– Em função de algo que só vai acontecer daqui a algum tempo, a pessoa acaba não conseguindo desempenhar algumas atividades no momento presente, atrapalhando a rotina, o dia a dia e, muitas vezes, trazendo sintomas negativos – explica.

Estes sintomas podem ocorrer em nível psíquico, como apreensão e tendência a catastrofizar – ao criar cenários muito negativos, com variáveis que podem ou não acontecer, a pessoa acaba tendo um comportamento evitativo, deixando de realizar uma tarefa ou ir a algum lugar, por exemplo.

Além disso, eles podem estar associados a sintomas físicos, como taquicardia, falta de ar, tremores, sudorese nas extremidades, alteração do trato gastrointestinal e urgência de ir ao banheiro, entre outros.

Um dos grandes problemas do ansioso é não conseguir desligar. Por isso, atividades que estimulem o indivíduo a relaxar são positivas, como um hobby ou exercício físico. Durante a pandemia, temos observado muitos pacientes que evoluíram com piora do quadro porque as academias fecharam, ou com o isolamento deixaram de fazer uma atividade física regular.
— Gustavo Sehnem, médico psiquiatra

Outro grande sintoma da ansiedade é a alteração do sono. A pessoa deita e não consegue desligar. Por não dormir bem, no dia seguinte ela fica ainda mais ansiosa e irritada, o que pode se tornar uma bola de neve.

Por este motivo, é importante promover uma mudança de hábitos geral. Alimentação regular, boas noites de sono, um momento para relaxar com atividade física ou lazer e organização da rotina podem trazer grandes resultados.

Além disso, claro, é importante consultar um médico para avaliar se existe a necessidade de tratamento psicoterapêutico ou com medicação.
– A ansiedade responde muito bem ao tratamento quando este é realizado com medicamentos seguros, muitas vezes usados por um tempo, com acompanhamento psiquiátrico – diz Gustavo.

Como estamos no Setembro Amarelo, também é importante destacar que a ansiedade, quando associada a um quadro depressivo, drogas, transtorno bipolar, abuso de álcool e cocaína, é um fator de risco para o suicídio.

Portanto, se você acha que sua ansiedade passou do limite do normal, vale a pena consultar um profissional. Assim, fica mais fácil buscar o equilíbrio emocional e poder viver com mais qualidade.

 

Fonte: Mude 1 hábito

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