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Setembro Amarelo: uma campanha de prevenção ao suicídio

Em setembro, a cor amarela traz mais visibilidade a esta causa. Entenda a importância do tema

Segundo um estudo realizado pela Unicamp, 17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram seriamente em tirar a própria vida. Destes, 4,8% chegaram inclusive a elaborar um plano para isso.

Somente estes números já são suficientes para mostrar que, muitas vezes, é possível evitar que este tipo de pensamento se torne realidade. Além disso, eles também chamam a atenção para a importância de falar sobre o assunto. Por isso mesmo, em 2015, o Setembro Amarelo foi criado no Brasil como uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio.

Mas, o que será que leva alguém a chegar até este ponto? O médico psiquiatra Ricardo Sbalqueiro explica que o suicídio é resultado de um sofrimento insuportável para o qual o indivíduo não encontra outra solução.

– Na grande maioria das vezes, há algum processo patológico mental associado. Por ordem de diagnóstico, entre os suicidas, 30% possuem depressão associada, 17% transtornos por uso de substâncias, 14% esquizofrenia, 5% transtornos de ansiedade, entre outros – diz o psiquiatra.

É importante estar atento a diversos sinais que podem indicar o risco de suicídio, como o sentimento de desesperança, raiva, desejo de vingança, intensa culpa, sensação de estar preso e sem saída (em uma situação sufocante), aumento do consumo de substâncias, álcool ou outras drogas, isolamento voluntário da família e amigos, mudanças de humor dramáticas e sensação de falta de propósito na vida.

– A identificação do contexto de risco exige, além da observação dos sinais sugestivos, o reconhecimento dos fatores de risco que aumentam a probabilidade do suicídio. Alguns dos fatores são estar desempregado, aposentado, viúvo ou separado, condição de luto recente, história de perdas parentais na infância, história de tentativa de suicídio anterior, relacionamentos familiares conturbados ou possuir um diagnóstico psiquiátrico, por exemplo.

Assim que estes sinais são identificados, é necessário acolhimento, suporte, orientação e encaminhamento. Somente o fato de ser um bom ouvinte cria um canal para a pessoa expressar seu sofrimento e sentir que não está sozinha.

Além disso, falar abertamente sobre o tema favorece o esclarecimento e a desmistificação, e comprova que há familiares e amigos que se importam, fortalecendo redes de proteção.

Oferecer suporte familiar e social também é importante para evitar acesso aos meios letais. Por fim, é necessário orientar e encaminhar aos recursos de tratamento mais eficientes, como a assistência psiquiátrica e a psicológica.

– Nos casos mais graves, é indicado o internamento psiquiátrico em clínicas e hospitais especializados. Na impossibilidade de um internamento institucional, ou quando é possível um internamento domiciliar, adaptações podem ser realizadas em sua casa – explica o médico.

A ajuda pode vir de um amigo, parente, colega de trabalho ou escola, professores, ou alguém que está próximo. Na falta desta rede de proteção, voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV) estão prontos para conversar com pessoas que estejam passando por alguma dificuldade e que possam pensar em tirar sua vida.

Para conversar com um voluntário, basta ligar para o telefone 188, gratuito, que funciona 24 horas. Também é possível mandar um e-mail ou falar pelo chat, que podem ser acessados pelo site da CVV.
 

Fonte: Mude 1 hábito

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